sábado, 26 de junho de 2010

Adega

E assim se criam imagens
Quando se vê a fumaça a cidade
Entre seus cabelos
Imagens com sons
Como o da sua voz
Imagens com cheiro
Como o do seu perfume

E para que servem essas paisagens mentais?
Se,depois de poucos segundos vão
para um sótão da alma
Onde estão guardadas as já empoeiradas lembranças
Dividindo espaço com as recém chegadas
Ah se pudéssemos parar o tempo
E viver só as coisas belas...

E se essas imagens pudessem passar devagar
Em preto e branco
O mesmo som pudesse ser ouvido de olhos fechados
E o mesmo cheiro pudesse não apenas ser sentido
Mas habitar o presente...

E a gente não sabe quem vai
quem se perde, ou para onde está seguindo
E tenho medo de servir apenas como uma adega
para amadurecer o melhor vinho...

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