quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Das coisas que eu não sei

Não sei qual parte de mim chora quando preciso
De um sorriso

Não sei qual parte de mim está triste quando preciso
de um pouco de alegria

Não sei qual parte de mim se cala quando preciso
Dizer ao mundo que estou ali

Não sei qual parte da minha garganta seca quando
posso matar a sede

Não sei qual parte da minha realidade é real
Quando preciso sentir verdade nas coisas

Não sei qual parte de mim envelheceu quando eu mais
quis ter vinte anos

Não sei qual parte de mim diz coisas ruins é baixas
quando eu queria um bom conselho

Não sei qual parte de mim grita quando o silêncio
parece ser a única coisa presente

Não sei se são partes ou pedaços
Se sou corpos ou se sou cacos

Não sei qual parte é oca que parte é densa
Qual me rouba nem qual me recompensa

Não sei se sou estrada ou caminho
Se sou rede ou pescador

Se sou verbo, terno, cerca ou escudo
piada, resposta poesia ou prosa.

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