quarta-feira, 15 de setembro de 2010

5507 Noturno

Era numa noite comum, o coletivo ia ficando cheio
Minha mente respirava poesia
Entravam pela porta corpos cansados sem alma
E as pessoas não desciam, eram abortadas

Estavamos dentro e nossos reflexos fora
Nossos anceios longe
Nossos planos guardados em mochilas
Nossos assuntos vagos e superficiais

Mas sim para meu espanto
Havia pessoas que viajam mesmo do lado de fora
Sentindo um prazer talvez que nenhum de nós experimentaria
eram dois ou tres riam e nos faziam rir
num misto de comico e trágico

Me resumi em rir e pensar baixinho
"Essas coisas só acontecem no Jardim Guanabara"...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentem, perguntem, elogiem, critiquem, mas sejam verdadeiros...