sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ATALHOS

Eu quase já não me lembrava quando foi que sai daquela estrada,
estrada boa iluminada..
Parecia ser longa, repetitiva, cansativa...
E por assim pensar, acabei entrando num atalho à princípio belo,
sombras e flores, invés de asfalto, um capim molhado,macio,
parecia um tapete estendido pra mim, convidativo...
E fui, e no início tudo me alegrava, tudo me seduzia,
da estrada eu nem lembrava, pois ainda era dia...
Era tanta liberdade, eu criava o meu caminho,
fazia estrada onde antes não tinha, meu pé fazia a trilha,
e assim fui entrando mata adentro, no meu atalho,
mas o mais importante me esquecia, pra onde mesmo que eu ia?
Os sons da mata foram se calando, a sombra que antes era boa,
agora era fria, o capim molhado agora era alto, molhava mais do que devia...
O Sol aos poucos se escondia, e eu parecia ter me esquecido, pra onde mesmo que eu ia?
Pensei em voltar, mas também não sabia de onde vinha,
se tinha vindo do norte, nem lembro, estava ali pela sorte...
E enquanto eu voltava pelo mesmo caminho que vinha,
todos os galhos que quebrei me arranhavam, em todas as pedras que retirei eu tropeçava,
me lembrei que o que antes foi descida, agora seria subida, a força pra voltar imensa...
Fiquei ali muitos dias, perdido, orgulhoso demais pra gritar por ajuda, eu entrei eu saio!
Uma coisa me valia, lembrei pra onde eu ia,
E quando finalmente cansado, cheguei à estrada,
vi que as coisas boas que na mata existiam, também na estrada estavam,
só que de uma forma mais clara, era campo aberto, a brisa comigo dançava.
E de tudo que vi de tudo que passei, só uma coisa ficou:
-Sei mais do que nunca pra onde vou!

4 comentários:

  1. Uma das melhores que já li sua, viu! Pude visualizar e viver cada verso... Parabéns!

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    1. Que bom que gostou, visualizar é bom neh rrsrs VALEU BJo

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    2. Ela gosta de tudo em vc!

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