segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sou presente

Sou o que teus olhos veem agora
Sou colcha de retalhos
de tempos de outrora
Sou também a dúvida,
incógnita...
em resposta ao que virá
o que virá?

Quem dera mostrar-me
assim, ao longo de um mês
sem medo que da próxima vez,
algo em mim, te desaproprie

Sou coleção de tempos
sou humano,
coleciono saudades...
saudades que não me doem

Hoje eu ganho mudas,
flores, frutíferas,
arbustos e matos,
sempre que posso
as guardo em mim,
arrumo um canto
nesse meu jardim

Sobre o que eu falava?
Não mais de mim!
Descrever-me pra quê?
Se me amas apenas
pelo que sabes,
mude o rito,
leia-me num livro!
Importa-me bem mais,
pra onde vais,
o que queres, e ainda não tem,
materializar abraços
que a alma anseia

sou presente

2 comentários:

  1. Há muito não leio nada tão lindo! De verdade. Me surpreendeu.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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