quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nuvem

Moça, não repara
Assim, sem menos
algo me para
Insiste
nubla os olhos
Nuvem triste


Tempestade
Que só eu vejo, só
Torno-me monocromático,
anacrônico...
crônico... crônico...


Alma sem calma
vaga...
sempre ocupada
mizalobilva,
e digo mais
ancilosante...
sim eu sei,
coisas que eu inventei

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Brote

Estão ali
Troncos de árvores que cortei
Imóveis
Rentes ao chão
Raízes
Sustentam o que sou
Parte que não se vê


















Rebrota
sem que eu queira
sem que eu creia

sem fruto
sem chance
sem alcance
sem porque

por quê?

Observo
não explico
sem pensar
ás vezes sinto

Lágrimas
regam
Mato
o mato

Admiro Flor de laranjeira

Sinto paz
Na outra beira

Vejo a árvore amputada
Crio
árvore sem sombra
espírito sem corpo
Distraio
Traio?

No fim
lido
sigo
sigo,sigo

Machado pendurado
Pra sempre?

Ah o mundo!
dos olhos pra dentro...
de dentro pra fora...
onde a ilusão
mora